Vai uma waffle?

se segues a página do Simplify Eat no facebook…[pausa para like]…

outra vez: como segues a página do facebook 😉 já com certeza reparaste que sou fã de waffles.

tudo começou quando decidi restringir os cereais, nomeadamente o trigo. agora que penso nisso, lembro-me do período em que restringi os lacticínios e inicialmente não sabia o que colocar no pão. é como digo, já passei por várias “fases”.

isto porque sempre desconfiei que seria sensível a uma destas duas coisas (ou às duas): leite e trigo.

deixei o leite (por questões éticas) e, aparentemente, nada mudou.

na altura em que decidi restringir o pão…que diferença! senti-me muito melhor.

não gosto da palavra moda. usada no contexto da alimentação, parece ter sempre uma conotação depreciativa. como se se assumisse que quando alguém efectua uma mudança alimentar, o faz cegamente e sem se informar. pode ser verdade em alguns casos, mas não vale generalizar.

das experiências que fiz, concluí que ainda que o trigo me cause algum desconforto…há que separar o trigo do joio…ou melhor: o trigo do trigo 🙂

farinhas como espelta, kamut ou mesmo pães feitos com farinha de trigo mas produzidos de forma mais tradicional, usando apenas água, farinha, sal, massa mãe (ou até fermento), causam-me muito menos incómodo. por isso, voltei a comer pão, mas escolho melhor.

contudo, acredito sim que existe uma tendência para demonizar o pão (e o glúten em geral). não que não seja legítimo (para alguns). eu acredito que se sobrevivemos milhares de anos sem o trigo, este não nos faz falta.

mas é difícil viver sem pão. acho que é o alimento cuja eliminação causa mais resistência. ninguém quer ficar sem o seu pãozinho…a textura estaladiça conferida pelo trigo, o som ao trincar, o cheiro do pão acabado de sair do forno…hmmm…posso apostar que as receitas de pão sem glúten são das mais visualizadas em qualquer blog low carb.

além de ser prático, o pão está tão associado ao nosso conceito de pequeno-almoço que quando decidimos substituí-lo, parece quase impossível.

não é. de todo. e com a ajuda de uma máquina de waffles, muito menos 🙂 eu tenho esta.

fui experimentando várias receitas e deitei muita coisa fora, principalmente quando não usava ovo (sim, também tive uma fase em que não os consumia). e digamos que sem ovos e sem glúten…fica difícil. mas não impossível 🙂

para além daquelas que já postei na página do facebook [nova pausa para like 🙂 ] deixo-te aqui 2 sugestões de waffles sem glúten (mais duas variantes) e uma papa de aveia que adoro.

aqui vai:

waffle de alfarroba, versão com ovo

  • 1 ovo, 4 CS* farinha de aveia, 3 CC* de farinha de alfarroba, 2 CS chia, meia chávena de bebida vegetal, 1 CC óleo de côco, canela

waffle de alfarroba, versão sem ovo

  • 1 banana, 4 CS farinha de aveia, 3 CC de farinha de alfarroba, 2 CS linhaça (ou chia), meia chávena de bebida vegetal, canela

[colocar numa temperatura média/baixa para cozer devagar]

waffle de polvilho (doce ou azedo), versão salgada

  • 1 ovo, 2 CS linhaça, 1 CS de polvilho, fio de azeite, pitada de sal e ervinhas

[também fica óptima com cominhos e açafrão]

waffle de polvilho, versão adocicada

  • 1 ovo, 2 CS linhaça, 1 CS de polvilho doce, óleo de côco e fio de mel

papa de aveia (adaptada desta)

  • cozer a aveia (2 CS) numa chávena de bebida vegetal (gosto de usar de côco ou côco e amêndoa)
  • amassar ½ banana, juntar 1 CS de manteiga de amêndoa (ou amendoim. mas é menos saudável) e colocar numa caneca
  • verter a aveia para a caneca e salpicar com chia e canela
  • ou, se como eu adoras café, depois de colocar a aveia na caneca, deita-lhe um espresso. simplesmente delicioso!

 

nota: se não tens máquina de waffles, podes transformar as sugestões em panquecas. a diferença é a consistência: a massa das waffles deve ser espessa enquanto que nas panquecas e crepes, a massa é mais líquida (mas sem exagerar!).

*CS é colher de sopa e CC é colher de chá

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *