Dieta anti-Outono: como fazer para não engordar até o Natal

Nas minhas surfadas pela internet encontrei um artigo que mencionava um livro com um nome interessante “Don´t Eat for Winter”, que traduzo livremente para “Não Comas para o Inverno”.

O livro foi escrito por Cian Foley, um bodybuilder e campeão de kettlebell que chegou a pesar 115kg. Podem ver aqui um antes e depois do senhor.

Com base na sua jornada pessoal de perda de peso e (auto) estudo da complexa ciência da nutrição, percebeu que havia algo de muito errado com a pirâmide alimentar proposta pela maioria dos Governos e Instituições de Saúde (a sério? :P).

Porquê? A base destas pirâmides/rodas/pratos/whatever é constituída essencialmente por hidratos de carbono de elevado índice glicémico (cereais), seguida de outros hidratos de carbono igualmente insulinogénicos (frutos doces).

Visto que alimentos com elevado índice glicémico estimulam a produção de insulina, que consequentemente bloqueia a utilização de gordura como combustível, elaborou uma pirâmide alimentar específica para hidratos de carbono, a Carb Pyramid.

Até aqui nada de novo….O que me deixou mesmo com a pulga atrás da orelha foi o conceito de dieta anti-Outono (e o nome do livro, very catchy!).

Segundo ele, acontece uma coisa no Outono que não sucede noutras Estações. Existe uma simultânea abundância de alimentos ricos em hidratos de carbono e em gordura.

Uma combinação que nós, humanos, consideramos apelativa, confortante, aconchegante…viciante!

Uma das razões prende-se com o facto do consumo de hidratos de carbono e de gordura estimularem a produção de dopamina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Assim, a combinação destes macronutrientes, torna-se muito difícil de resistir (além de engordante!).

A indústria alimentar cedo se apercebeu disso, criando produtos hiperpalatáveis que são um mix de hidratos e lípidos.
É simplesmente i-rre-sis-tí-vel! Basta pensar nuns M&Ms, Snickers, Pringles, bolacha Maria…Não conseguimos parar de comer! Bem, pelo menos não conseguimos comer “só um” 😉

Mais interessante ainda, é que o tal do Cian Foley mostrou que um semelhante perfil desses macronutrientes está presente no melhor alimento de todos: o leite materno! Cuja função é precisamente fazer crescer (e engordar) pequenos humanos.

Ou seja, nascemos predispostos a apreciar essa combinação, o que nos permitiu “vingar” enquanto bebés, e enquanto adultos pois, no Outono, ajudou a que os nossos antepassados engordassem, sobrevivendo à escassez dos Invernos.

Achei mesmo super interessante a relação. Não sei se acredito a 100% na teoria, mas que é interessante, lá isso é 🙂

Mas vamos lá à dieta anti-Outono 😉

Muito resumidamente, esta limita alimentos com elevado índice glicémico, sugerindo que os lípidos sejam consumidos com hidratos de baixo índice glicémico (vegetais, alguns frutos) e com proteínas. Valoriza ainda os alimentos ricos em proteína, pois são mais saciantes que hidratos e lípidos. 

Actualmente já não é tão importante armazenarmos gordura para o Inverno. Além disso, temos de pensar que esta combinação explosiva e saborosa de açúcar/amido+gordura está disponível todos os dias, em todas as Estações do ano num supermercado/bomba de gasolina/café/vending machine perto de nós.

O que eu tiraria daqui? A consciência de que o consumo de produtos processados em que existe a combinação hidratos+lípidos é prejudicial e viciante e, para quem necessita de controlar o peso, ter atenção ao combinar numa mesma refeição alimentos de verdade que sejam ricos nesses dois macronutrientes.

Veio-me à mente um doce de abóbora com nozes, vá-se lá saber porquê 😀
Com uma fatia de pão e um cházinho, já ia, né? 😉

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