Aditivos alimentares: o que são, para que servem, quais evitar

De acordo com a União Europeia, designa-se por aditivo alimentarqualquer substância não consumida habitualmente como género alimentício em si mesma e habitualmente não utilizada como ingrediente característico dos géneros alimentícios, com ou sem valor nutritivo, e cuja adição intencional aos géneros alimentícios, com um objectivo tecnológico na fase de fabrico, transformação, preparação, tratamento, embalagem, transporte ou armazenagem, tenha por efeito, ou possa legitimamente considerar-se como tendo por efeito, que ela própria ou os seus derivados se tornem directa ou indirectamente um componente desses géneros alimentícios“.

Uff…que definição tão longa! Não admira que seja um tema confuso!

Simplificando: um aditivo é uma substância que foi acrescentada a um alimento de forma a torná-lo mais colorido, mais durável, com melhor textura, sabor, aroma…

Em países da União Europeia os aditivos alimentares são compostos pela letra “E” seguida de um código de 3 ou 4 dígitos.

Existem várias classes de aditivos: Corantes (E100-E199), Conservantes (E200-E299), Antioxidantes (E300-E399), Emulsionantes, Estabilizadores, Espessantes, Gelificantes (E400-E499), Reguladores de acidez (E500-599), Intensificadores de sabor (E600-E699), Agentes de brilho, Gases e Edulcorantes (E900-E999) e Outros (E1000-E1599).

De acordo com a legislação em vigor, os aditivos alimentares têm obrigatoriamente de estar listados por nome (ou código E) e pela função que desempenham.

OK, viva a transparência! 😛
Mas para o consumidor quais são os benefícios da obrigatoriedade da inclusão dos aditivos na lista de ingredientes? De que vale esta informação uma vez que não conhecemos o risco associado a cada um deles?

Bem, pode valer pelo seguinte: em princípio, quantos mais aditivos um “alimento” contiver, mais processado será e portanto, é menos interessante para consumo.

Assim, o simples facto de na lista de ingredientes de um pacote de bolachas dominarem os E, já indicia que talvez não seja uma boa opção. Keep looking!

Por mais que a indústria alimentar afirme que grande parte dos E são “naturais” pois são extractos de alimentos “naturais”, o facto é que um composto isolado nunca poderá ser comparado a um composto presente num alimento de verdade.

Tal como os instrumentos de orquestra, há os que ouvidos isoladamente são agradáveis e os que apenas funcionam em harmonia com os restantes (e na “dose” certa!).

E os sintéticos? Nada contra os Químicos-pessoas, mas no que toca a comida, quanto menos artificial melhor. Já basta os pesticidas e toda a panóplia de toxinas a que somos expostos diariamente.

A minha abordagem é optar por alimentos de verdade, sem rótulo, sem E e evitar processados e ultraprocessados.

Mas evitar é diferente de nunca consumir, por isso prefiro saber quais são os piores e fugir deles.

E claro estas coisas nunca são fáceis 😛
Achei que me conseguia “safar” com uma lista de aditivos “mais relevantes” que encontrei no site da ASAE.
Só que ao pesquisar mais um pouco, percebi que a lista dos “mais relevantes” deixava de parte outros potencialmente prejudiciais a indíviduos sensíveis (alérgicos, doentes renais, doentes cardíacos, bebés) ou que em doses elevadas também poderiam causar distúrbios, nomeadamente gastrointestinais.

Depois de algumas iterações e cruzamento com a lista do Environmental Working Group, lá consegui chegar à cábula abaixo. Espero que vos permita melhores escolhas e vos ajude a proteger as vossas famílias 🙂

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